terça-feira, 17 de agosto de 2010

O NEGRO

Oh! Negro, oh! Filho da Hotentóia ufana
Teus braços brônzeos como dois escudos,
São dois colossos, dois gigantes mudos,
Representando a integridade humana!

Nesses braços de força soberana
Gloriosamente á luz do sol desnudos
Ao bruto encontro dos ferrões agudos
Gemeu por muito tempo a alma africana!

No colorido dos teus brônzeos braços,
Fulge o fogo mordente dos mormaços
E a chama fulge do solar brasido...

E eu cuido ver os múltiplos produtos
Da Terra - as flores e os metais e os frutos
Simbolizados nesse colorido!

Augusto dos anjos

Um comentário:

Adriano Soares disse...

Dahora! Um dos maiores mestres da poesia!