sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Empreendedoras negras lutam para fortalecer a cultura afro-brasileira

Empreendedoras negras lutam para fortalecer a cultura afro-brasileira Pedagoga de formação, Raquel da Silva Lemes, 27, decidiu empreender e investir na marca de camisetas Deeanto, que dá seus passos e conquista o mercado afro-brasileiro desde 2008. 

“Com muita dedicação, a marca está indo bem. A venda é importante. Mas mais ainda é a valorização da cultura”, diz a ativista que participa da Feira Multicultural e Gastronômica no Dia da Consciência Negra, no Vale do Anhangabaú em São Paulo. 

Deeanto, diferentemente do que se possa imaginar, não é nenhuma palavra de origem africana. Vem da expressão “adianta meu lado aí”, que no vocabulário urbano significa, “fazer um favor”. “Quando a pessoa usa uma camiseta com a estampa de Zumbi, ela dá um adianto na informação. Vai querer saber da história dele”, explica Raquel. 

Moradora da zona sul da capital, a empreendedora afirma que o Capão Redondo já conhece bem seu produto, e agora ela visita o interior do Estado para levar o conceito. “Produzo as artes, faço o desenho e estampo. 

Já o modelo, que é exclusivo, é feito em parceria com uma costureira”, conta. Além do trabalho no ramo da moda, Raquel participa de formações e oficinas pelo Coletivo Mulheres Negras Empreendedoras Guardiãs, que busca valorizar a mulher negra. 

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