Ela
Quando ela se foi
Chorei.
Quando chorava
Sofria.
Ela se foi
Deixou saudades.
Que saudade
De minha filha.
Fuzzil
domingo, 30 de janeiro de 2011
Meus versos
Meus versos nascem nas ruas
Meus versos são do gueto
Meu verso é para os loucos
Se é que os loucos me entendem.
Fuzzil
Saca só
Eles falam nós!
Eu falo nois!
Eles dizem nos vamos!
Eu digo nois vai.
Num tem nada de mais
Se nois vai,
Se nois foi,
Se nois fumos.
Nois fala do nosso jeito
Eles têm preconceito
Nois os entende
Eles não nos entendem.
E num vem falar de norma
Falar que nois num gosta
Que nois é tudo ignorantes
E não dominamos a gramática.
Eles falam nós!
Eu falo nois!
Eles dizem nos vamos!
Eu digo nois vai.
Fuzzil
(Gíria Mundo)
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Sarau da Cooperifa lança Revista
Noite linda na zona sul de São Paulo, meu Deus que fase!
Hoje quarta feira 26 de Janeiro de 2011 o bar do Zé Batidão pegou fogo, várias pessoas de vários lugares chegaram para prestigiar o lançamento da revista COOPERIFA. O Sarau estava bombado como sempre, tinha até pessoas do outro lado da rua, foi muito bom ter chegado e declamado com esses guerreiros e guerreiras que sempre representam. A Cooperifa que completa 10 anos de atividades na quebrada presenteou vários poetas, poetisas e amigos com uma belíssima Revista que trás um pouco da história desse Quilombo Cultural.
Se você ainda não tem a sua providência já... Pois vale a pena.
Elizandra e Ricarda
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Aniversário de São Paulo
SARAU DA COOPERIFA E ZAP NO SESC BELENZINHO
São Paulo a noite

Perambulando pelas ruas
Vi tantas cenas absurdas,
Calçadas repletas de pessoas
Vivendo na amargura.
Moradores de rua
Sem teto, sem comida.
Se cobrindo com jornais
Em uma famosa avenida.
Idosos puxando carroças
Crianças cheirando cola
No semáforo duas garotinhas
Pedindo esmola.
Outras ruas que passei
Garotos pinchando muros
Mulheres se prostituindo
A lua é testemunha.
Os bares estavam lotados
Desfile de carros blindados
Era sexta-feira a noite
No centro da cidade.
Perambulando pelas ruas
Fitei um monte de coisas
Monumentos importantes
Belezas arquitetônicas.
Vi o contraste social
A tristeza estampada
Na face das pessoas
Deitadas nas calçadas.
E às vezes me pergunto
Por que tanta injustiça?
Por que tantas pessoas
Vivem em situação de rua?
Onde estão os governantes?
Políticos que tanto prometem,
Entra ano e sai ano
E as cenas se repetem.
Fuzzil


