quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Recomeçar.

Não importa onde você parou...
Em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível recomeçar.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
É renovar as esperanças na vida e,
o mais importante...
Acreditar em você de novo.
Sofreu muito neste período?
Foi aprendizado...
Chorou muito?
Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só diversas vezes?
É porque fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora...
Onde você quer chegar? Ir alto?
Sonhe alto...
Queira o melhor do melhor...
Se pensarmos pequeno...
Coisas pequenas teremos...
Mas se desejarmos fortemente o melhor e,
principalmente, lutarmos pelomelhor...
O melhor vai se instalar em nossa vida.
Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e
não do tamanho da minha altura.


Carlos Drummond de Andrade)

Feliz Natal e Muita Paz a todos os leitores e amigos.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Michel e Fuzzil

" Seja um elo da corrente, faça de sua quebrada um lugar diferente ".


Salve, salve meus queridos.

Hoje recebi a visita de um parceiro firmeza que veio lá de Pirituba, estou me referindo ao grande amigo Michel da Silva, do coletivo " Elo da Corrente ", marcamos de se encontrar e trocamos muitas informações, levei o mesmo pra conhecer um pouco da quebrada mas com a zona sul é enorme e o Capão é um Monstro não deu pra mostrar tudo, Conheceu a loja do parceiro Ferrez " 1 da Sul ",
"Estúdio Inca "e a Barraca do Saldanha, mas acho que o mano curtiu a quebra, Michel é um Guerreiro que tenho mó admiração, é um tipo de cara que acredita no que faz e o que faz é com amor, muito amor.
Conheci ele no Sarau da cooperifa, mas já tinha ouvido falar muito bem de seu trabalho junto com à esposa, Raquel Almeida.




Salve Michel, Valeu por ter colado e ter passado a tarde em meu Barraco, valeu pela a amizade e pelo apoio Nego e se precisar só chamar, um forte abraço de Fuzzil .

sábado, 20 de dezembro de 2008

BUZÃO CIRCULAR PERIFÉRICO - PIRITUBA

4ºPrêmio Cooperifa

Quarta Feira dia 17 de Dezembro 2008, aconteceu a entrega do prêmio Cooperifa, a casa estava lotada mais de sem pessoas para receber o prêmio, foi uma noite mágica, maravilhosa e teve pessoas de vários lugares que não perderam tempo e veio prestigiar a noite de premiação.
Encontrei muita gente que fazia tempo que não trombava, troquei ideias com tanta gente que quase não consigo ir embora, mas tinha que ir pois já estava tarde, fui saído cumprimentando os parceiros, foi um encontro marcante, eu particularmente adorei estar presente no Bar do Zé Batidão e ter ganhado o prêmio pela terceira vez, salve Cooperifa, todos os Poetas, Escritores, Professores, Joranalistas, Rappers, Fotografos, Amigos e amigas que chegaram juntos nessa noite e somaram, parabéns a todos muita paz e que venha 2009.

Muito Axé


Fuzzil


Sarau Elo da Corrente

Alessandro Buzo

Robson Canto

Lu Souza

De Lourdes

Beso

Silvio Diogo

Sales

Dona Edite

Professor Léo e Rappin Hood

Escritor " Sacolinha "

Fuzzil

Carla Pinheiros

Ferrez e Sérgio Vaz

Lobão

Preto Wil " Versão Popular "

Tubarão " Grande Guerreiro"

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Carlos Moore

RESUMO
Carlos Moore nasceu e cresceu em Cuba. Doutor em Ciências Humanas e Doutor em Etnologia da Universidade de Paris-7 na França, ele é atualmente Chefe de Pesquisa (Sênior Research Fellow) na Escola para Estudos de Pós Graduação e Pesquisa da University of the West Indies (UWI), Kingston, Jamaica.
Ele foi consultor pessoal para assuntos latino-americanos do Secretário Geral da Organização da Unidade Africana (atualmente União Africana), Dr. Edem Kodjo, de 1982 a 1983, e consultor pessoal do Secretario Geral da Organização da Comunidade do Caribe (CARICOM), Dr. Edwin Carrington, de 1966 a 2000. Foi assistente pessoal do professor Cheikh Anta Diop, diretor do Laboratório de Radiocarbono do Instituto Fundamental da África Negra, de 1975 a 1980, em Dakar, Senegal.
Autor de cinqüenta e cinco artigos publicados sobre questões internacionais, seus livros são: Pichón: Race and Revolution in Castro´s Cuba,(Chicago: Lawrence Hill Books, 2008); A África que Incomoda (Belo Horizonte: Nandyala Editora, 2008); Racismo & Sociedade (Belo Horizonte: Mazza Edições, 2007); African Presence in the Americas (Trenton NJ: Africa World Press, 1995), redator principal; Castro, the Blacks, and Africa (Los Angeles, CA: CAAS/UCLA, 1989); This Bitch of a Life (London: Allison e Busby); Cette Putain de Vie (Paris: Karthala, 1982).

"Carta Aberta ao Presidente de Cuba / de Carlos Moore

NELSON MAKA MANDA UM RECADO URGENTE

"Caros Amigos. Amigas, Parceiros e Parceiras, Ativistas e Jornalistas,invoco-os a participar criticamente do debate deste importante capítulo da Grande Política que se inaugura no continente americano com a eleição de Barack Obama e os desdobramentos continentais de sua vitória.
Destaco, aqui, mais especificamente, o embargo histórico que os EUA promove contra Cuba. Mas falo, principalmente, do embargo histórico interno que o sistema revolucionário cubano promove contra parcela de seu povo: nós, os negros.
No momento em que governos de estado e lideranças política e culturais do continente encontram-se em Salvador, para uma reunião que defende rumos da vida na América Latina, aproveitamos, para ecoar a voz do ativista cubano exilado Carlos Moore sobre a complicada e ainda insolúvel questão negra em seu país de origem. Por isso venho solicitar a todos que se sentirem sensibilizados que nos ajudem, neste momento tão oportuno, a potencializar este debate, publicando e divulgando a Carta Aberta ao Presidente de Cuba de Carlos Moore em todos os meios possíveis: listas, blogs, sites, jornais, etc.
Tenha certeza que esta é também a nossa luta!

África! One People! OneLove!
Nelson Maca – Blackitude. Ba

Segue a Carta do Prof. Carlos Moore

Salvador, Bahia, 17 de Dezembro de 2008
Sua Excelência General de Exército Raúl Castro Ruz
Presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros
Conferência de Chefes de Estado e de Governo da América Latina e do Caribe,Costa do Sauípe, Bahia, Brasil
Senhor presidente,Se me dirijo a V. Ex.ª por meio desta Carta Aberta é porque essa é a única forma que tenho de chegar diretamente a V. Ex.ª, e também porque quero que meus concidadãos e todos aqueles que no mundo se interessam pelos problemas vitais de nossa época, se inteirem do que aqui exponho.
Tanto V. Ex.ª, descendente de europeus nascidos na Espanha, como eu, descendente de africanos nascidos no Caribe, somos Cubanos, mas esse fato não nos confere nenhum privilégio específico como humanos, a não ser o direito de ter uma voz nos destinos do país em que nascemos. Uso desse direito sem apologia.
Sei que um mundo de divergências separam nossas respectivas concepções sobre a vida, as relações sociais, a maneira de conduzir os destinos de nosso país e, enfim, a interpretação daquelas realidades que impactam a vida cotidiana dos cubanos de maneira negativa.
Mas, V. Ex.ª, como mandatário de nosso país, e eu como cidadão desse mesmo país, temos em comum o fato de que, sejam quais forem nossas divergências, compartilhamos a responsabilidade de transformar nosso presente social, assim como a responsabilidade de modelar nosso futuro coletivo como nação.
Da ação ou inação de cada cubano, seja qual for sua condição social, gênero, raça, orientação sexual, ou convicção política, dependerá o porvir de todos.Sempre apoiei e respeitei a soberania nacional e, por isso, sempre me opus a qualquer medida, seja o embargo econômico ou as ameaças contra o território nacional, que puderam colocar a independência de Cuba em perigo ou lesar os interesses de sua população.

Mas também, e pelas mesmas razões, sempre advoguei pelo direito inalienável do povo de Cuba, ou de qualquer povo, a dirigir seu próprio destino mediante instituições representativas e com dirigentes que sejam eleitos em campanhas livres e verdadeiramente democráticas; isto é, em eleições onde estão colocadas diferentes idéias representadas por movimentos e partidos organizados, com plataformas políticas e propostas sociais realmente independentes e diferentes.
Estimo que, só assim, pode um povo exercer seu direito de optar pelo que melhor lhe convenha.
Portanto, sou inimigo de qualquer ditadura ou sistema totalitário, seja da chamada direita ou da denominada esquerda, e não compartilho da opinião de que a democracia seja um luxo reservado aos burgueses.
Não vou fazer rodeios para manifestar a V. Ex.ª minha sólida convicção de que o racismo, fenômeno que impera em nosso país e que cada vez cobra novos espaços na vida política, econômica e cultural da nação, é o maior, mais grave e mais tenaz problema que confronta a sociedade cubana.Se deixarmos de lado os discursos grandiloquentes, mas vazios, e as declarações contundentes, mas enganadoras, sobre a suposta supressão do racismo e da discriminação racial em Cuba, aparecerá diante de nossos olhos um mundo concreto de desigualdades e iniquidades sócio-raciais que foram estruturadas por séculos e séculos de opressão racial e de ódio contra a raça negra. Esse foi o mundo que concretamente herdou a Revolução que chegou ao poder em 1959, mas que os dirigentes desta última se mostraram incapazes de interpretar corretamente, por serem homens e mulheres procedentes, como eram, das classes médias brancas que sempre dominaram o país e monopolizaram sua direção política e econômica.
A hegemonia branca, com seu concomitante racismo, é uma realidade histórica que o governo revolucionário, longe de destruir, contribuiu para solidificar e estender quando declarou a inexistência do racismo, o fim da discriminação racial e o advento de uma sociedade de “democracia pós-racial” socialista.
Isso significa que tanto os dirigentes da Revolução que tantas transformações sociais benéficas trouxeram para nosso país, como o povo que lhes deu seu apoio ao processo revolucionário, eram reféns do mesmo passado brutal nascido do ventre da escravidão racial que impuseram os europeus nestas terras americanas.

Desse ventre monstruoso surgiu uma sociedade racista. Por tanto, Cuba é hoje um país que fala com duas vozes totalmente distintas, uma branca e outra negra, ainda que, às vezes, essas tenham se fundido, temporariamente, em momentos específicos de nossa história comum.
Senhor presidente,

É um fato sabido que a Cuba socialista foi o único país no mundo que proclamou, publicamente, que havia eliminado o racismo e a discriminação racial, e que havia empoderado a população negra. Consequentemente, o governo revolucionário reprimiu, perseguiu e forçou ao exílio todos aqueles negros, intelectuais ou trabalhadores, que sustentaram o contrário.
Para esses últimos, foram reservados os campos de trabalho forçado, as prisões, o manicômio ou o exílio. Eles foram tidos como “racistas ao contrário”, “racistas negros”, “contra-revolucionários”, “agentes do imperialismo”, e até como “instrumentos da CIA”.Grandes pensadores negros, como o Dr. Juan René Betancourt Bencomo ou o professor Waltério Carbonell, pagaram um preço muito alto por haverem se levantado contra a doutrina racial que foi erigida em política de Estado durante cinco décadas e que consistiu em negar a existência da opressão racial e do racismo em Cuba sob a Revolução.
É por essa razão que hoje os olhos do mundo se voltam cada vez mais para nossa suposta “democracia pós-racial” para saber por que o regime revolucionário destruiu aqueles que se negaram a conviver com essa Grande Mentira.
Cuba é um país onde uma revolução conseguiu derrubar os velhos privilégios de uma oligarquia republicana corrupta e submissa ao estrangeiro, mas onde, até o dia de hoje, a população de raça negra, majoritária no país, está confinada a jogar um papel de subalternidade. As honrosas exceções negras que ascendem à cúpula do poder o fazem unicamente com o beneplácito da elite dominante, predominantemente de origem européia, e confirmam assim a realidade, também dominante, baseada na subalternidade da raça negra em Cuba, depois de meio século de revolução socialista.
Essa é a realidade. E negá-la seria persistir na Grande Mentira.
O racismo é a última fronteira do ódio entre humanos, precisamente porque raça é a mais profunda e duradoura linha divisória que determina quem tem acesso privilegiado e protegido aos recursos da sociedade, e a quem é vedada qualquer oportunidade de usufruto desses mesmos recursos.
O racismo é uma estrutura de distribuição diferenciada, racialmente seletiva, dos recursos da sociedade e do planeta, que se perpetua através do monopólio do poder político. Portanto, trata-se de um modus operandi permanente, não de uma aberração; de uma estrutura de poder total que funciona maravilhosamente bem para garantir a permanência do domínio de uma raça especifica em detrimento das outras, e não um mero reflexo das simpatias e antipatias que surgem do jogo interpessoal.
A maioria dos dirigentes cubanos, revolucionários e marxistas, é branca num país onde a maioria da população é negra.
Qual seria a razão para isso?

E porque razão o racismo persiste e se expande constantemente, abarcando cada vez mais espaços da sociedade cubana, e impregnando as estruturas mentais individuais e coletivas em Cuba? O poder é branco em Cuba, e a discriminação racial contra os negros cubanos se mostra cada vez com mais força, unicamente por causa do racismo.
O racismo se reforça constantemente, não somente em Cuba, mas em todos os países, precisamente pela mesma razão: porque funciona positivamente para aqueles que, em função de sua raça, se beneficiam do acesso racialmente seletivo aos recursos da sociedade. Se não fosse assim, o racismo teria desaparecido há milhares de anos, como desapareceram tantas realidades que surgiram da imaginação criativa do ser humano.Senhor presidente,O objetivo desta carta é contribuir com o debate que está sendo levado a cabo em nosso país sobre o rumo que haverá de tomar a nação num momento crucial de sua existência; momento que deverá enfrentar os desafios do novo milênio com políticas novas e verdadeiramente inovadoras que resolvam os problemas que atingem nossa sociedade.

Com esse objetivo, quero propor a V. Ex.ª um conjunto de medidas mínimas que me parecem necessárias para começar o processo que nos leve, posteriormente, todos os cubanos anti-racistas e nacionalistas, a desafiar e superar a herança do passado. Esse passado se manifesta hoje nas desigualdades raciais que debilitam a unidade nacional, particularmente em momentos em que Cuba tem a possibilidade, pela primeira vez em cinquenta anos, de resolver seu litígio com os Estados Unidos de maneira pacífica.
Mas seria hipócrita e imoral pedir o cessar do embargo/bloqueio que os Estados Unidos injustamente impuseram a Cuba, sem que os dirigentes de Cuba se comprometam, também, a levantar o embargo/bloqueio que o regime revolucionário impôs à população majoritária do país desde o início da Revolução.
Ambos os embargos/bloqueios devem ser levantados, simultaneamente, sem pré-condições de nenhum dos dois lados. E, por meio desta carta, quero contribuir para que nosso país, atualmente sob seu comando, encontre a melhor maneira de alcançar esse objetivo em meio a um consenso formado na unidade nacional..
Concretamente, sugiro, como um primeiro passo, que seu governo tome, sem demora, as seguintes medidas:· Estabelecimento de um estado social de direito como pré-condição do exercício democrático da cidadania cubana; prescrição de todas as práticas discriminatórias, sejam de natureza política, de gênero, de raça, de orientação sexual ou de confissão religiosa; libertação de todos os presos políticos em Cuba e dos presos de consciência.· Extinção da proibição que foi colocada judicialmente contra as “Sociedades de Cor”, instituições históricas que formam parte do patrimônio cultural dos negros cubanos e que são indispensáveis como esferas diferenciadas de organização da raça negra em Cuba; restauração do direito de existência e de organização dessas Sociedades, conforme a existência em Cuba de organizações do mesmo tipo a favor de outras etnias (tais como, as organizações de cubanos de origem chinesa, basco, galego, hebreu, árabe); autorização de qualquer organização propriamente negra (cultural, social, desportiva, estudantil, política ou artística) cuja finalidade seja a luta contra o racismo e a discriminação racial.· Reabilitação de todas as figuras históricas e pensadores negros proscritos e/ou silenciados ao longo da história de Cuba, antes e depois da Revolução, assim como a publicação das obras de militantes negros que lutaram pelo fim do racismo e da discriminação racial (Rafael Serra, Evaristo Estenoz, Pedro Ivonnet, Ramón Vasconcelos, Gustavo Urrutia, Juan René Betancourt Bencomo, Walterio Carbonell ….).· Condenação oficial do genocídio perpetrado pelo Estado cubano em 1912, contra a população negra, fato que, até hoje, o Estado não reconheceu de maneira oficial; reabilitação do programa político do Partido Independente de Cor (PIC) e de seus lideres históricos (Evaristo Estenoz, Pedro Ivonnet e outros), visando o restabelecimento da memória histórica nacional.· Autorização para a criação de um organismo nacional autônomo de Negros Cubanos, na forma de uma Fundação Nacional para Fomento do Desenvolvimento Econômico da População Negra (FUNAFEN), para atender aos graves problemas sócio-econômicos que enfrenta a população negra e com atribuições para obter fundos de caráter nacional e internacional para melhorar as condições de vida nos bairros mais pobres; criar novos programas específicos para a capacitação profissional de jovens afro-cubanos que os prepare para as demandas da economia nacional e global.·
Adoção, por parte do Estado, de novas medidas com relação às remessas que seus cidadãos recebem do exterior (e estimadas em 1.5 bilhões de dólares por ano, dos quais menos de 15% chegam às mãos da população negra); adoção de uma carga impositiva sobre essas remessas, que deveria estabelecer 10% ao invés dos 20% atuais; e o 50% deste último imposto, recolhido pelo governo, deverá ser incorporado automaticamente à FUNACEN, atendendo ao fato de que as remessas do exterior favorecem o incremento vertiginoso das desigualdades raciais em Cuba.· Autorização para a convocação, por organizações autônomas dentro de Cuba, e sem interferência dos órgãos do poder, de um Congresso Nacional sobre o Racismo e a Discriminação Racial; autorização para que intelectuais e militantes Afro-cubanos independentes, residentes em Cuba, possam participar de uma Mesa Redonda de Nacionalistas Cubanos do interior e da Diáspora, com a finalidade de discutir estratégias de combate ao racismo em Cuba.· Autorização para a criação de um Observatório Nacional para monitorar a situação racial em Cuba e trabalhar a favor da eliminação das práticas racialmente discriminatórias de qualquer tipo, seja no domínio público como no privado.· Adoção de medidas e políticas concretas que dignifiquem e façam respeitar o fenótipo associado à raça negra e que é objeto em Cuba de rejeição e de ridicularização, especialmente no caso da mulher negra; projeção positiva do fenótipo do afro-cubano em todos os meios de comunicação de massa, manifestações culturais e formas de representações artísticas, com o fim de combater o escárnio racista dirigido maciçamente às características raciais da população de herança africana (nariz, lábios, cor, cabelo crespo, morfologia…).· Criminalização formal do racismo e da discriminação racial em todas as esferas da vida nacional sem direito a fiança, conforme já existe no Brasil (Lei Caó); proposta à Assembléia Nacional de novas legislações especificamente designadas para punir qualquer tipo de manifestação de discriminação ou humilhação racial na esfera pública ou privada.· Reconhecimento pleno da mulher negra cubana como protagonista extraordinária da dignidade nacional, mas que sofreu e continua sofrendo duplamente a discriminação; lançamento de uma campanha nacional em prol da revalorização do fenótipo específico da mulher afro-cubana; autorização para a criação de uma Organização de Mulheres Afro-cubanas, totalmente independente da Federação de Mulheres Cubanas (FMC) e com capacidade para buscar financiamento externo.·
Reconhecimento da existência de maiorias orgânicas no país, atendendo principalmente aos parâmetros de sexo e raça, que deverão refletir equitativamente em todos os órgãos de decisão política, econômica e cultural, considerando que mais de 60% da população cubana atual é de origem africana; estabelecimento de um mecanismo de representatividade progressiva que garanta a presença efetiva da população Afro-cubana em todos os níveis e em todas as instâncias do país, e que, para começar, deverá alcançar nos próximos cinco anos 35% das posições-chave do Partido, do Governo, do Parlamento, das Organizações Populares, da direção das Forças Armadas e do Ministério do Interior, dos meios de difusão de massa (em especial o cinema e a televisão), da indústria turística, e das empresas mistas criadas com capital estrangeiro.· Reconhecimento oficial e respeito efetivo das religiões Afro-cubanas, em pé de igualdade com as demais religiões em Cuba, mediante a instauração de um mecanismo de diálogo permanente da direção política do país com as referidas religiões, como se fez com as religiões cristãs, conferindo-as, assim, o lugar que legitimamente lhe é de direito, e que impulsionaria o processo de consolidação da identidade nacional e cultural; interrupção imediata de todas as práticas oficiais ou extra-oficiais que resultem na interferência, folclorização e exploração para fins turísticos das religiões de origem africana, adotando-se medidas penais adequadas que impeçam sua discriminação, como deve ser em um estado laico.· Imposição de lei, em todos os níveis do sistema educativo, do ensino da História da África e dos povos de origem africana nas Américas, como já fez o Brasil (Lei 10639/03); publicação das obras de referência mundial que elucidam a história da África em todos os seus aspectos, e daquelas obras que evidenciam a história do próprio racismo; desenvolvimento dos estudos e pesquisas sobre a problemática afro-cubana na história e na sociedade, a fim de fortalecer a identidade nacional e levantar a auto-estima da pessoa negra; criação de disciplinas de estudos afro-cubanos nas universidades e de centros de estudos étnico-raciais extra-muros.· Implementação de políticas públicas de ação afirmativa, como uma estratégia global capaz de conduzir a uma equiparação sócio-econômica daqueles cidadãos que, por causa de sua origem racial, sofrem desvantagens historicamente construídas, como consequência de serem descendentes das populações africanas que foram escravizadas em Cuba, e que, por tanto, seriam uma forma concreta de reparação moral para a população negra.· Realização de um censo nacional baseado em parâmetros científicos modernos como base para avaliar a extensão das injustiças sociais que afetam desproporcionalmente a população Afro-cubana, e atendendo ao fato de que os resultados dos censos realizados nos últimos cinquenta anos merecem total desconfiança.

Senhor presidente,Pessoalmente, estou convencido de que V. Ex.ª tem consciência da gravidade do momento e da pouca margem de manobra que teria qualquer dirigente em sua posição.
Contudo, a seu favor, acorrem certas circunstâncias próprias que devem ser aproveitadas, se o objetivo é salvar as conquistas sociais que o povo de Cuba obteve através da Revolução de 1959. Considero como algo benéfico, para V. Ex.ª e para Cuba, precisamente, o fato de que V. Ex.ª não seja um líder carismático tradicional, o que lhe permite ser, em contrapartida, um dirigente realista e pragmático, capaz de reconhecer o perigo quando o vê.Estou convencido de que os numerosos dispositivos de inteligência que V. Ex.ª tem sob seu comando, a grande quantidade de institutos de pesquisa social que o regime revolucionário criou ao longo das décadas para analisar a realidade social e tomar o pulso da população, proporcionou suficientes dados sociológicos, empíricos e abstratos, que permite concluir que algo novo está acontecendo na consciência coletiva da população negra majoritária e que esse “algo” não poderá ser satisfeito a não ser com um empoderamento efetivo, a partir de formas de organização legitimamente populares e surgidas de baixo.
Chegou o momento de mudar drasticamente, e num tempo mais rápido possível, a situação da população negra em Cuba, atendendo tanto à urgência que sentem aqueles que nunca tiveram o poder, e aos problemas gigantescos com os quais têm de se confrontar.

Mudanças profundas devem ser feitas agora, sem qualquer pretextos ou estratégia de retardos, sem demora, para modificar de maneira radical, permanente e abrangente o panorama sócio-racial da sociedade cubana.
Não há tempo a perder: cada minuto de espera é uma porta aberta a situações imprevistas e difíceis de serem controladas, na medida em que apareçam.
Seria perigoso continuar a pensar que “aos negros não interessa o poder”, e continuar postergando aquelas medidas sem as quais não pode acontecer o empoderamento verdadeiro da população que é maioria em Cuba.
É por isso que nas mãos de V. Ex.ª está atualmente a possibilidade de fazer uma ruptura completa com o passado e fazer o que nenhum dirigente que o precedeu se atreveu a fazer: trabalhar a favor do empoderamento efetivo daqueles que, há mais de trezentos anos, vivem em um estado permanente de Período Especial.Falei a V. Ex.ª em meu nome, e só em meu nome. No entanto, sei que as opiniões emitidas nesta carta têm eco naquelas que cada vez mais estão sendo formuladas no país.
E eu sei que V. Ex.ª sabe disso.
Com muita deferência e saudações nacionalistas,
Carlos MooreEtnólogo e Professor de Relações Internacionais

60.carlos@gmail.comhttp://www.drcarlosmoore.com/

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Os Guerreiroz no Jangadeiro

DJ Rocaferr,Fuzzil,Kanão e Nego Chic

Os Guerreiroz

Leo e Fuzzil
DJ Rocaferr
Rapaziada da Zona Oeste

Prof: Leo

Kanão
Saca só
Nego Chic e DJ Cal com Helão RZO

DJs Rocaferr e Lah Conexão do Morro

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

domingo, 7 de dezembro de 2008

Poesia Poesia Poesia Poesia Poesia Poesia Poesia Pela vida Poesia Poesia Poesia Poesia Poesia Poesia Poesia Poesia Poesia POESIA Poesia Pela vida Poesia Poesia Poesia Poesia Poesia Minha VIDA Minha vida Minha vida Minha vida Minha vida Minha vida Minha vida Minha vida Minha vida Poesia Poesia Poesia Poesia POESIA Poesia Poesia Poesia Poesia Poesia Poesia Poesia Poesia Poesia MANIA mania mania Mania Mania Mania MANIA Poesia Poesia Poeminha.

UM JOVEM APAIXONADO

Linda flor do meu verão!
Ó meu jardim perfumado!
Musa de minha inspiração,
Chamas de um tornado.


Que me faz sair do chão
E sonhar acordado!
Vem tirar da solidão
Esse jovem apaixonado!


Ao ver-te sinto a emoção
De ter um tesouro encontrado;
Sinto Deus segurando-me pela mão,
Tendo a chave do paraíso me dado.


Vejo-te vindo em minha direção
Para dar-me um abraço apertado:
Que pena! Foi só uma visão
Desse jovem apaixonado.


Acalma o meu coração
Ó meu céu estrelado!
Você que é minha razão,
É meu futuro sonhado!
Vem guiar na imensidão
Esse ser desnorteado!


Vem ser a única diversão
Desse jovem apaixonado!
Sou só escuridão
Sem ter você a meu lado.


Uma vil criação,
Um jovem apaixonado.


Salvador de Castro

O leitor que não existe

Sinto-me aprisionado
Meu ser inteiro é dor
Quero gritar para o mundo
Buscar um eco a meu favor


Publicar um poema
De um poeta sofredor
Mas vou morrer na prisão
Porque não existe leitor.

É através da leitura
Que nos desperta o amor
Ela apaga o sofrimento
E coloca na alma a cor


É o melhor passa tempo
Além de grande instrutor
Sem entender me pergunto
Por quê não existe leitor?


Quero lançar um desafio
De um poeta sonhador
Dêem-me uma chance
E à minha escrita valor


Mergulhem na leitura
E provem do seu incrível sabor
Leiam e experimentem
O quanto é bom ser leitor.

Descubram na leitura
Um poeta pensador
Mostrem para o mundo
Que ainda existe leitor.


Salvador de Castro

Antônio

Olha só quem vem ali
Descalço e sem camisa
não é quem você pensou
é apenas um garoto de rua.

Caminhando lentamente
veio em minha direção
com um boné na cabeça
um pedaço de pão na mão.

Ele mora na rua
vive como pode
muitos não entendem
simplesmente ignoram.

Ele anda, brinca
ele fala é normal
ele corre, ele ama
ele é gente como nós.

Ele dorme, tem sonhos
tem histórias para contar
vive nas ruas já faz tempo
pois não tem onde morar.

Ele estava tristonho
perguntei seu nome
respondeu-me bem baixinho...
o meu nome é Antônio.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Amiga

Dedico esse pequeno poema
A uma grande amiga
Pessoa maravilhosa
Que me enche de alegria.


Quando a vejo recitando
Presto bastante atenção
Suas palavras são doces
doce é o seu coração.


Quem dera eu fosse um cantor
Pra te cantar uma bela canção,
Mas sou apenas um poeta
Pra cantar não tenho o dom.


Recito, faço versos
Expresso meu sentimento
Você é uma estrela
Que brilha no meu peito..


Não trago flores para te dar
Nem champanhe, nem cantiga
Mas fiz este pequeno poema
A você minha amiga.


P/De Lourdes
Fuzzil

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008


Augusto de campos ( pós-tudo 1984 )


LISTA DOS PREMIADOS DE 2008

4º PRÊMIO COOPERIFA/2008
SANCHO PANÇA
APRENDIZ DE SONHADOR.
Andréia
Augusto
Seu Lourival
Jorge
Esteves
José Neto
Ricarda
Lu Souza
Robson Canto
Cláudio Laureat
Sales
Valmir Vieira
João Santos
Casulo
Lobão
Fuzzil
Alan da Rosa
Elizandra
Akins Kinte
Silvio Diogo
Marcio Batista
Helber Ladislau
Sacolinha
Beso
Renato Vital
Fanti
Timbó
Fernanda
Lila e Barbara
Jair Guilherme
Rodrigo Ciriaco
Roberto Ferreira
Rose Umoja
Carlos Savazzini
Sergio Vaz
Harumi
Rose Dorea ( Musa)
Camila
Dill
Daniela Masceno
Mamba Negra
Cocão
Quênia
Jaimes Bantu
Tubarão (baixada santista)
Fábio
André
Daniel ( NCA)
Ligia
Dona Edite
Alessandro Buzo
Berimba de jesus
De Lourdes
Gastão
Ícaro
Grupo Espírito de Zumbi
Samba da Vela
Toni C. (Vermelho.Org)
Grupo Versão Popular
Brau Mendonça
Wesley Noog e Banda (cd "MAMELUCOAFROBRASILEIRO)
Vicente
Banda Preto Soul
Ferréz
Záfrica Brasil
Grupo Periafricania
Ali Sati
Zé Batidão e Equipe
(Ação Educativa)
Instituto Umoja
Prof. Fábio
John Boicote
Sarau Elo da Corrente
Sarau da Brasa
Sarau do Binho
Sarau da Cidade Ademar
Tatiana
Ivanovici
Sesc Santo Amaro
Site Bocada Forte
Site Rap Nacional
Cadernos Negros
Casa de Cultura M´Boi Mirim
Magrelas Bike
Capão Cidadão
Sacolão das Artes (Roberto QT, Rita e Josiel)
Ponte Preta - Jd. Leme
Sopa de Letrinhas
Tribunal Popular - MNU
Eduardo Toledo - Fotografia
Revista Cultura Hip Hop
Revista Caros Amigos
Cine Becos e Vielas
Ewaldt
Marcelino Freire
DGT Filmes
Carlos Gianazzi
Prof. Toninho
Eliane Brum
João Wainer
Alan Leão
Global Editora
André Caramante
Nelson Maka - Blackitude - BA
Familia Trindade (Embú das Artes)
GOG
Centro Cultural da Espanha
Jornalirismo
MV Bill
Fernandinho Beat Box
Dario Porte Legal
CIEJA
Escola Antonio Ágio
Escola Zacarias
Mano Brown
Diego e grupo Conexão cultural ( jor/UNIFIEO)
Prof. Gino
Biblioteca Heliopolis
Chico e Carla Pinheiro
Radio CBN
Jeferson De
Grupo Inquérito
Matheus Subverso
Pragrama Manos e Minas (Rapin Hood)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

GRANDE OTELO


Sebastião Bernardes de Souza Prata não era carioca, como muitos podem imaginar.
Era mineiro, nascido em Uberlândia, em 1915.
Ganhou o sobrenome da família que o educou - Prata - até que ele resolvesse se aventurar no Rio de Janeiro e em São Paulo em busca de sua vocação: ser ator.
Na Ópera Nacional, onde estudou, ganhou dos colegas o apelido de Pequeno Otelo.
Ele preferiu e se auto-entitulou The Great Otelo, mais tarde abrasileirado e dando a ele o nome pelo qual se tornaria conhecido: Grande Otelo.
Assim começou a carreira de um dos maiores atores brasileiros, que passou pelos palcos dos cassinos e dos grandes shows das mais importantes casas noturnas do Rio.
Passou também pelo teatro, pelo cinema e pela televisão, deixando sempre a lembrança de personagens marcantes.
Sua principal atividade foi o cinema.
Apareceu pela primeira vez na tela em Noites Cariocas, em 1935.
Trabalhou em alguns filmes conhecidos como Futebol e Família (39) e Laranja da China (40), conseguindo fama suficiente para ser chamado para trabalhar no primeiro filme produzido pela Atlântida: Moleque Tião, de 1943.
O sucesso se consolidou ao formar dupla com outro grande mito do cinema nacional: Oscarito. Juntos, participaram de mais de dez chanchadas como Carnaval no Fogo, Aviso aos Navegantes e Matar ou Correr.
Mas ele não era apenas comediante.
Como ator dramático, marcou presença em vários filmes, dentre os quais Lúcio Flávio - Passageiro da Agonia e Rio, Zona Norte.
Grande Otelo morreu de enfarte ao desembarcar em Paris, às vésperas de seus 78 anos, a caminho do Festival dos Três Continentes, em Nantes, onde seria homenageado.

GRANDE OTELO

Grande Otelo, pseudônimo de Sebastião Bernardes de Souza Prata (18 de outubro de 1915, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil - 26 de novembro de 1993, Paris, França).
Ator, cantor e compositor brasileiro.
Grande artista de cassinos cariocas, participou de diversos filmes brasileiros de sucesso, entre os quais as famosas comédias nos anos 50 que estrelou em parceria com o cômico Oscarito e a versão cinematográfica de Macunaíma, realizada em 1969.
Conheceu Orson Welles quando este veio filmar no Brasil, na década de 40.
O grande ator e diretor norte-americano considerava Grande Otelo como o maior ator brasileiro.

Traduzir-se




Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?

Ferreira Gullar

Igual-desigual



Eu desconfiava:
todas as histórias em quadrinho são iguais.
Todos os filmes norte-americanos são iguais.
Todos os filmes de todos os países são iguais.
Todos os best-sellers são iguais.
Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são
iguais.
Todos os partidos políticos
são iguais.
Todas as mulheres que andam na moda
são iguais.
Todas as experiências de sexo
são iguais.
Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais
e todos, todos
os poemas em versos livres são enfadonhamente iguais.
Todas as guerras do mundo são iguais.
Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais iguais iguais.
Iguais todos os rompimentos.
A morte é igualíssima.
Todas as criações da natureza são iguais.
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais.
Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou coisa.
Não é igual a nada.
Todo ser humano é um estranho
ímpar.


Carlos Drummond Andrade

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

N a t a l y

Minha pequena
minha riqueza
minha princesa
minha querida
minha sobrinha

minha estrela.

Fuzzil p/ Nataly