Ontem o grupo Os Guerreiroz, fizeram uma apresentação no jd Amália,a festa estava ótima! um quermesse pra vagabundo nenhum botar defeito, encontrei com vários Manos de Milianos: Negão Autonomia, Smith-e, Beigas e o Grupo Alvorada,Rapaziada firmeza que fazem um Samba de qualidade, o Alvorada passou no meu programa de radio em meados de 1998 na radio Mister fm 101,9 em uma entrevista, mas isso é uma outra história.
Além dos Guerreiroz também teve a apresentação do Rapper " Sniper " que mandou muito bem é isso mesmo a periferia não para ferve a cada dia, parabéns aos organizadores da festa, "o povo tem que se unir... e não se destruir".
Axé pra nos.
Kanão
O publico
Fuzzil soltando o verbo
Os Guerreiroz
JD Rocaferr
Nego Chic
Professor Léo, dançando ao som do mestre James Brown.
Preto,Nego Chic,Sniper e Matrix
domingo, 31 de agosto de 2008
SHOW DOS GUERREIROZ no jd Amália
Royal e Fuzzil
Fita de mil grau, Fuzzil e Royal da bamda diebanos na M.boi Mirim,
encontrei com o parceiro e ficamos trocando umas ideias sobre música, literatura e a cena cultural na Periferia, falamos de estilos, e outras coisas a mais... salve Royal parabém pelo trampo que faz e pela pessoa maravilhosa que tu és.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Quermesse do jd Amália
Gueto ao vivo
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Grafites do Banana
Olha eu aqui de novo,acho que muitas pessoas já viram espalhados pelas periferias de sampa, grafites de vários manos e minas, no blog eu tinha postado fotos do "Image" grafiteiro de Embu das Arte e do Pessoal aqui do Capão... "Gente Muda". agora trago pra vocês os grafites de "Banana" outro Grafiteiro que está chegando de Vagar e conquistando o teu espaço, eu já vi vários espalhados pelos guetos mas separei algumas fotos,se liga nos desenhos do mesmo.


Sábado Agora
Sábado dia 29/08
no Jardim Amália
Tem Show com :
Grupo Alvorada,
Os Guerreiroz,
e uma atração surpresa.
"Atrás do DP 47"
Não Percam é Sábado Agora.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Pra lembrar
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
COOPERIFA, ANTROPOFAGIA PERIFÉRICA
FESTA NA PERIFERIA DE SÃO PAULO!
COOPERIFA, ANTROPOFAGIA PERIFÉRICA
FESTA NA PERIFERIA DE SÃO PAULO!
COOPERIFA E TRAMAS URBANAS APRESENTAM:
LANÇAMENTO DO LIVRO
COOPERIFA, ANTROPOFAGIA PERIFÉRICA
de Sérgio Vaz
Dia 20 de agosto 20hs no Sarau da Cooperifa
O Livro conta a história do sarau que reúne centenas de pessoas da periferia de São Paulo em torno da poesia
Em "Cooperifa, antropogafia periférica", Sérgio Vaz, poeta e criadorda Cooperifa conta um pouco da sua trajetória de vinte anos de poesia e agitação cultural, e sobre o sarau da Cooperifa, movimento cultural que congrega centenas de pessoas em torno da poesia, e que tem se transformado em grande foco de resistência na cultura brasileira.
Do primeiro livro em 1988 à produção da Semana de arte moderna daperiferia, está tudo ali, numa pequena viagem nesses vinte anos decorreria do poeta.
O livro é o Sétimo volume da coleção Tramas Urbanas, da Aeroplano Editora.
"A Cooperifa é um dos fenômenos culturais mais importantes desses anos00. Achamos importante registrar como surgiram esses encontros, de onde vem esse poeta revolucionário - que em pleno século XXI refaz não apenas o caminho antropofágico da poesia modernista e sua Semana de Arte Moderna, mas sobretudo recria agora, dono de sua voz, o grande quilombo da poesia paulista", diz Heloisa Buarque de Hollanda, curadora da coleção Tramas Urbanas, que visa dar voz às diversas manifestações artísticas e intelectuais das periferias brasileiras.
Bar do Zé batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
Zona sul/SP
Infs. 5891.7403 / 72074748
Aeroplano Editora
Categoria: Não-ficção
Número de páginas: 284
Formato: 12x19cm
preço: R$25,00 (na Cooperifa)
Fonte: www.colecionadordepedras.blogspot.com
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
O vulgo
Muitas pessoas me perguntam
o porquê do apelido
uns acham engraçado
outros acham esquisito.
Na verdade esse vulgo
vem de minha infância
vem do preconceito
de pessoas ignorantes.
Já fui muito criticado
também discriminado
hoje sou aclamado
pelo trabalho que faço.
Sempre de cabeça erguida
passando por cima de obstáculos
posso dizer que sou vencedor
um verdadeiro guerreiro nato.
E o que passou, passou
hoje é outra fita
o Fuzzil aqui não mata
Declama poesia.
Fuzzil
terça-feira, 12 de agosto de 2008
LANÇAMENTO !!!!
LANÇAMENTO !!!!
Em Setembro...................
* Local e data a definir. 
Livro: FAVELA TOMA CONTA de Alessandro Buzo.
Coleção Tramas Urbanas
Editora Aeroplano (RJ)
Curadoria de Heloisa Buarque de Hollanda.
O livro traz a trajetória de Alessandro Buzo por ele mesmo, os venenos que enfrentou, os sub-empregos e a descoberta do Hip Hop e da Literatura, que o autor usa para virar o jogo e se tornar um nome importante, seja na Literatura Marginal ou no Hip Hop onde promove o evento que da titulo ao livro "FAVELA TOMA CONTA".
domingo, 10 de agosto de 2008
Canção do Bêbado
Na lama e na noite triste
aquele bebado vil
Tu’alma velha onde existe?
Quem se recorda de ti?
Por onde andam teus gemidos,
os teus nectâmbulos ais?
Entre os bêbados perdidos
quem sabe do teu - jamais?
Por que é que ficas à lua
Contemplativo, a vagar?
Onde a tua noiva nua
foi tão cedo depressa enterrar?
Que flores de graça doente
tua fronte vem florir
que ficas amargamente
bêbado, bêbado a vir?
Que vês tu nessas jornadas?
Onde está o teu jardim
e o teu palácio de fadas
meu sonâmbulo arlequim?
De onde trazes essa bruma
toda essa névoa glacial
de flor de lânguida espuma
regada de óleo mortal
Que soluço extravagante
que negro, soturno fel
põe no teu daudejante
a confusão da Babel?
Ah! das lágrimas insanas
que ao vinho misturas bem
que de visões sobre-humanas
tua alma e teus olhos têm!
Boca abismada de vinho
Olhos de pranto a correr
bendito seja o carinho
que já te faça morrer!
Sim! Bendita a cova estreita
mais larga que o mundo vão
que possa conter direta
a noite do teu caixão!
Cruz e Souza
TIÇÃO
TIÇÃO
teus olhos esbugalhados
ao brilho mais libertado
do sangue coagulado
no copo da escravidão
anseiam libertação
no passo da nova vida
na ida à competição
tição que acende o grito
no rito do novo negro
de alma e de coração
couraça de sofrimento
em busca do pensamento
de ser na integração
fogo vivo no terreiro
a noite sem cativeiro
nas cheias da hesitação
– do olhar amarelo branco –
com cerne esbugalhado
guloso de liberdade.
CUTI
OS GUERREIROZ NA LOJA ATELIÊ ZAHARA
Ontem dia 09/08/08 o grupo OS GUERREIROZ estiveram na loja "Ateliê Zahara ", no PQ Santo Antonio a convite de Nice e Lien, as reponsaveis pela loja, o grupo que é da zona sul de São Paulo Capão Redondo, marcaram presença e representaram de fato.
Foi uma tarde bem agitada, falaram sobre a caminhada no hip hop, falaram também sobre o disco e os projetos futuros, Os Guerreiroz chegou na loja por volta das 14:00h e ficaram conversando com as pessoas que entravam na loja, foram várias perguntas, várias risada e muita descontração, alguns dos clientes compareceram para prestigiar a rapaziada dos Guerreiros e aproveitaram e tiraram fotos juntos. confira as imagens.
A turma
Os Guerreiroz
Os Guerreiroz e As Guerreiras
Lien, Silvinha e Nice
Os Guerreiroz e o "Mano Jura"
http://www.ateliezahara.blogspot.com/
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Quarta Feira Mágica
Quarta Feira Mágica,
Ontem o sarau da Cooperifa estava uma maravilha, tinha pessoas de vários lugares como sempre, são duas horas de poesia, duas hora que passam voando pois são tantos poetas e poetisas representando, recitando, declamando seus lindos poemas, e é fácil ver os olhos das pessoas brilhando de Felicidade, é isso mesmo “FELICIDADE”, na Cooperifa é assim lugar de Gente feliz, e o gostoso é ver a troca de informação, os jovens com os mais velhos na mesma sintonia, e como diz na faixa o Silêncio é uma Prece, as pessoas se calam e deixa a poesia correr solta na veia, na alma, na mente, a poesia corre na gente.
Digo que ontem foi a quarta-feira magica, pois a noite estava ao nosso favor, que noite linda,que noite magnifica... também teve a presença de Fernandinho Beat Box, que encerrou o sarau,e direto da C.D.D “Cidade de Deus” o mensageiro da verdade
MV BILL, que se emocionou vendo tantas pessoas em ação,tantas pessoas declamando de coração.
é isso mesmo! enquanto uns ficam de frente a TV se iludindo na novela, outros ficam de frente com a Cena Cultural da Favela.
Vejam as fotos
MV Bill em cena
Fernandinho Beat Box
Bill e Rose
Fuzzil
Bill e Dona Edite
Jairo 
Fernandinho e Lobão
Robson Canto
O Mundo é um Moinho (Cartola)

Ainda é cedo amor
Mal comecaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atençao querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Recife – Mar que Arrebenta (Para Marcelino Freire)
Por R.Canto.
As ondas quebravam na praia, fazendo um som agradável. Eu tinha acabado de sair de um cabaré da zona portuária do Recife. Sentia-me um pouco bêbado por causa da pinga.
Sentei na areia da praia e fiquei namorando o horizonte. Longe.
O sol quente. Trinta e três ou quatro graus. Meu bronzeado estava bonito. Mais uma semana aqui no Recife eu virava negão.
Um navio cargueiro apitava anunciando sua saída rumo ao alto mar. Senti vontade de entrar naquele navio, e ir pra bem longe do Brasil.
Itália, França, Congo, Nigéria, África do Sul, Cabul.
Vieram uns meninos correndo jogando bola. Um pouco mais atrás um outro soltando uma pipa vermelha.
Apesar da bela paisagem, eu estava angustiado, na manhã seguinte eu deixaria aquele paraíso, para retornar ao inferno paulistano.
A terra da garoa, com a sua população apressada, mesquinha, robôtizadas, preconceituosas e desesperadas por dinheiro. A praga universal.
A praga que faz com que as pessoas vivam num mundo fantasioso e fantasmagórico causado pela imagem da besta: à televisão.
Senti um nó na garganta. Um nó digno de dó.
Eu não queria voltar pra São Paulo. Eu não quero ver essas pessoas fingidas. Não quero voltar.
Levantei e fui até a água. Lembrei-me de Iemanjá. Perdoe-me Iemanjá! Mas eu não quero voltar pra São Paulo! Deixe-me ficar aqui. Entrei mar adentro. Deixei a água ficar até o pescoço. Veio uma onda não muito grande, mas suficiente para levar-me ao fundo do oceano atlântico. Vi um rosto de uma mulher vestida de azul cor do céu. Parecia uma sereia, sorri para ela. Ela veio e pegou em minhas mãos.
Comecei a perder os sentidos, nada mais fazia sentido...
Acordei dois dias depois no hospital público do Recife. À enfermeira disse que fui salvo por uma banhista. Mas tenho certeza que era ela à rainha do mar.








