domingo, 29 de junho de 2008

Oswaldo de Camargo


EM MAIO

Já não há mais razão para chamar as lembranças
e mostrá-las ao povo
em maio.
Em maio sopram ventos desatados
por mãos de mando, turvam o sentido
do que sonhamos.
Em maio uma tal senhora Liberdade se alvoroça,
e desce às praças das bocas entreabertas
e começa:
"Outrora, nas senzalas, os senhores..."
Mas a Liberdade que desce à praça
nos meados de maio,
pedindo rumores,
É uma senhora esquálida, seca, desvalida
e nada sabe de nossa vida.
A Liberdade que sei é uma menina sem jeito,
vem montada no ombro dos moleques
e se esconde
no peito, em fogo, dos que jamais irão
à praça.
Na praça estão os fracos, os velhos, os decadentes
e seu grito: "² bendita Liberdade!"
E ela sorri e se orgulha, de verdade,
do muito que tem feito!

Publicado em O Estado de S. Paulo, 25-1-1987

Fuzzil e Oswaldo de Camargo

"Nenhuma brutalidade, mau trato ou tortura me dobraram, porque prefiro morrer de cabeça erguida, com fé inquebrantável e uma profunda confiança no futuro do meu país a viver submetido e espezinhando princípios sagrados. Um dia a história nos julgará, mas não será a história escrita por Bruxelas, Paris, Washington ou pela Onu, mas sim pelos países emancipados do colonialismo e dos seus títeres”

Patrice Lumumba...(1925-1961)



Lumumba foi o primeiro Primeiro Ministro da República do Congo. Nasceu em 2.07.1925, em Sancuru, província de Kasai. Estudou em colégios de missionários católicos e protestantes e posteriormente trabalhou no correio, iniciando suas atividades políticas que visavam a libertação do Congo do colonialismo belga. Percebeu que para isso seria necessário suplantar as diferenças tribais entre as populações negras do Congo. Junto a correligionários, escreveu uma declaração defendendo a imediata independência do país. Em 1958 fundou o MNC – Movimento Nacional Congolês. Ao contrário de outros partidos, defendia a independência de todo o país e a união de todos os congoleses, independentemente de suas origens tribais. O governo belga e as multinacionais que exploravam as riquezas do país e mantinham seu poder através de violenta repressão, tiveram de lidar com freqüentes revoltas populares e a condenação da opinião pública internacional até quando entenderam que não seria mais possível manter o controle sobre o país africano. Após vários aprisionamentos e longas perseguições a Lumumba, visto como um líder radical pelo governo belga, este aceitou negociar. Nas eleições de meio de 1960, o MNC venceu e Lumumba tornou-se Primeiro Ministro, levando a nação congolesa à independência em 30 de junho. Lumumba buscou externamente um governo de não-alinhamento e internamente buscou promover mudanças na vida social e econômica do povo, vítima da exploração belga e das elites tribais locais. Isso provocou a reação destas que, com o apoio da CIA – governo Eisenhower – e do governo belga,levaram à sua destituição do cargo pelo Presidente Joseph Kasavubu, cuja autoridade para isso foi contestada por Lumumba. O golpe levou ao assassinato de Lumumba na passagem de 17 para 18 de janeiro de 1961, em Elisabethville, após uma tentativa de fuga frustrada e prolongadas sessões de tortura. O governo foi parar nas mãos de Mobuto Sese Seko, que estabeleceu uma ditadura corrupta e sanguinária que levou o país de volta à submissão à Europa e aos EUA. A vida de Lumumba é um exemplo para todos brasileiros de como governos estrangeiros e imperialistas podem utilizar tribos nativas e suas diferenças culturais para minar o poder de governos de união e integração nacional.

Kanão e Fuzzil " DEFRONTE"

Fita a cena, eu Fuzzil e Kanão ambos integrantes do grupo Os Guerreiroz, batendo de Fronte em Cotia,show da Conduta na rua, esse e vento estava sendo apresentado por Alessandro Buzo,ele mesmo Suburbano Convicto, A vitoria tá na taça, o b.o Deixa no gelo, tim, tim um brinde pros Guerreiroz.

Todo mundo esfuziante

Lindo,lindo,lindo de mais. O Sarau da Cooperifa estava lindo como sempre, a quarta feira estava mil grauuuuuuuuu... lindo foi ver Dona Edite declamando, ver o Elo da Corrente Lançando livro na Cooperifa,e a presença dos poetas de Pirituba. Sales recebendo declaração de amor, eu estava tão feliz,mais tão feliz que estava rindo sozinho rsrsrrsr é quente, e teve os aniversáriantes da noite "o poeta da casa Sergio Vaz,Casulo e Rose (Umoja) que lindo Sarau, lindo mesmo.

obs: quem não gosta da cooperifa, bom sujeito não é.

Thiago Almeida........ao lado dos livros e cordeis

Jura e o poeta Sérgio Vaz

Raquel Almeida, Marcio Batista e eu.

Renato vital

Antologia do Sarau Elo da Corrente

Ryck e Rose

Casulo,Sérgio e Rose "umoja"

Familia unida

Delurdes

Dona Edite

Michel e Raquel

Elizandra e Fuzzil

quinta-feira, 26 de junho de 2008

O poeta deu um vacilo
Tropeçou mas não caiu
O poeta estava a mil

terça-feira, 24 de junho de 2008

Festa de lançamento oficial do novo álbum do Voz da Periferia


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Banda Planta e Raiz no Manos e Minas

PRÓXIMO PROGRAMA - 25/6 -
19:30 na Tv Cultura
reexibição no sábado 1h da manhã

No Manos e Minas rola na cadência do reggae com a banda Planta e Raiz. Na entrevista, eles falaram sobre a idéia do título de seu último disco, "Qual é a Cara do Ladrão?" e sobre a pouca tradição do reggae no Brasil. Também no estúdio, no Teatro Franco Zampari, o DJ norte-americano Pogo. Ele mostra toda a sua habilidade nos toca-discos e fala sobre o evento DMC Brasil - etapa brasileira do principal campeonato de DJS do mundo, que acontece a partir de 5 de julho.

domingo, 22 de junho de 2008

Recital da Caixa Preta

Caros, na próxima terça-feira, dia 24 de junho, a partir das 19 horas, será realizado o Recital da Caixa Preta, na Casa das Rosas, localizada na Avenida Paulista, n. 37, em São Paulo, com a participação dos poetas Horácio Costa, Virna Teixeira, Élson Fróes, Andréa Catrópa e Claudio Daniel. Além das leituras poéticas, serão lançados três novos títulos da coleção de poesia Caixa Preta, organizada por mim para a Lumme Editor: Pincel de Kyoto, de Wilson Bueno, Mergulho às avessas, de Andréa Catrópa, e Poemas diversos, de Elson Fróes. Os livros da Lumme podem ser adquiridos em livrarias ou pelo e-mail vendas@lummeeditor.com.

por Paulo Kauim.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Criança Sinônimo de Inocência

Ser criança é ser feliz
Ser criança é ser o céu colorido
É não entender a guerra
É não saber que a paz existe,

Ser criança
É ser a imaginação
E enxergar os pais como heróis

Cá pra nós, criança é anjo
Amor,
Natureza,
Pureza rara de inocência e bondade

Ser criança é viver intensamente,
Sem esperar o amanhã

O amanhã de uma criança
É o escorregado
A boneca
O carrinho

Enfim, a cadeira de balanço
Ser criança é ser feliz.

Mauricio dirrua

Ferréz, sozinho no DP cê num entra!

(Por: Robson Canto).

Hoje (quarta-feira) estive no 77º DP na Santa Cecília a poucas quadras da famosíssima cracolândia.
Fui lá dar um abraço no parceiro e dizer pra ele que a gente tá junto. E que ele não iria entrar sozinho no DP.
Cheguei vinte pras onze o Ferréz estava na frente da delegacia com um outro camarada que trabalha com ele. Já cheguei falando: “Parceiro sozim aí cê num entra!” E não entrou mesmo.
Tomamos um café, tiramos uma foto e entramos na delegacia. Senti o clima pesado lá dentro, os policias nos olhavam com certo receio. E era recíproco.
Ah, esqueci! Antes de entrarmos o Ferréz disse pra mim e pro outro mano “Olha o maluco chegando algemado!” Depois disso o Ferréz emudeceu.
O Ferréz se aproximou do balcão de informação, e disseram pra ele subir no primeiro andar. O outro mano e eu ficamos aguardando no saguão. Foi à uma hora e meia mais longa da minha vida. Todo mundo que subia ao primeiro andar descia, menos o Ferréz.
E todo policial que entrava nos media de cima abaixo. E nós idem. Veio um todo arrogante e disse: “Vocês vão fazer algum B.O?” “Não a gente tá esperando o escritor!” Respondi todo orgulhoso pela palavra escritor.
Infelizmente o dever me chamava e eu não podia esperar mais, tive que ir embora.
Mas eu já liguei pro mano (eu esqueci o nome dele), e ele me deu as boas novas o Ferréz já foi liberado e a essa hora deve estar pensado o que vai escrever no blogger e pra Folha de São Paulo ou pra Caros Amigos.

E é isso! É nóis q tá! Se alguém quiser falar mal de mim que fale, agora num mexe com os meus amigos não por que é mó zica!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Amizade é da hora


Fuzzil,Renan e Rick dy Zyon

Fabio Guarapa


Eu Salvei

Dormindo no meio do sono,
o garoto arregala o olho.
peixe em pulos criou asas,
do estilingue, a pedrada.
tiro certeiro no meio
do certeiro meio em que tico...
o garoto peixe de asas,
que arregala um olho dormia do.

Fabio Guarapa.

terça-feira, 10 de junho de 2008

16° favela tomaconta


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"TE PEGO LÁ FORA".

Rodrigo Ciriaco lança Livro

Quarta-feira – 11.06, a partir das 21 horas
No Sarau da Cooperifa
Onde mora o tição, a ciência, o sereno e a gana da Poesia.
Rua Bartolomeu dos Santos, 797,
Chácara Santana. Fone: 5891-7403

Quinta-feira – 12.06, a partir das 19 horas
Na Ação Educativa
Com o violão de Gunnar Vargas; o versado do Sarau Elo-da-Corrente, de Pirituba;
a sanfona de Aline Reis e os contos de Marcelino Freire
Rua General Jardim, 660 – Vila Buarque.
(próxima ao Metrô República)Fone 3151-2333

Domingo – 15.06, a partir das 17 horas
III Encontro de Literatura Periférica de Francisco Morato
Centenário de Solano Trindade.
Convidada especial: Raquel Trindade
No CIC ( Centro de Integração da Cidadania)
Rua Tabatinguera, 45
(próxima à estação de trem de Francisco Morato,
colada na prefeitura)

segunda-feira, 9 de junho de 2008

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Ávido

Marcio Vidal Marinho


Toda sensibilidade
Toda beleza
Todo senso humanitário
Todo o amor.

Tudo lhe pertence.
As estrelas brilham
Somente quando quer
E a flora desabrocha
Em sintonia com o coração.

E a vida se mostra
Com vontade, com sede,
Sem medo.

Pronta para viver.
Pronta para amar.
Pronta para sofrer.

terça-feira, 3 de junho de 2008

RESENHA DO LIVRO:

UM PRESENTE PARA O GUETO
(Levi Souza/ Fuzzil)
Literatura periférica

Um Presente para o Gueto, livro do poeta Levi de Souza, de fato é um presente para a literatura periférica, vem desmascarar toda a hipocrisia, injustiça e descaso das autoridades para com a sociedade, em especial a população de baixa renda, residente geralmente nas periferias, nos bairros menos privilegiados, portanto; sem investimentos, sem segurança, sem saneamento básico... E como muitos pensam, “sem cultura”.
O livro vem quebrar essa visão de periferia não ter cultura, quer mostrar que as pessoas têm seus valores, independente de onde moram.
Fuzzil, com todo seu talento vem provar que na periferia também têm pessoas boas, de caráter, que se preocupam com os problemas do Brasil, sobretudo educação e cultura. Além de tudo, Fuzzil traz suas críticas em forma de poesia, adicionando um tanto de romance (percebido em algumas poesias) e ainda misturada com uma dose de “Semancol” para essa sociedade materialista e para o Estado que não quer que o povo aprenda, quer que sejamos fracos e continuemos indefesos e sem voz para reivindicarmos o que nos é garantido por lei na “famosa Constituição Brasileira”.
Com Um presente para o gueto, entre vários outros livros de poetas, poetisas, músicos, artistas da periferia (que lutam pela igualdade, inclusão social, divulgação da cultura afro – luta contra o preconceito racial, etc.) podemos mudar esse quadro e incentivar à leitura, cultura, esporte que possibilitarão a essa “esquecida” parte da sociedade, perspectivas de um futuro melhor.
Não deixemos de acreditar que a chave para uma sociedade mais justa e igualitária está na educação, é por meio dela que podemos transformar pessoas em cidadãos de bem, informados e que sabem o que quer.
Por: Cristina Rodrigues
03/06/2008