quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Soneto do perigo

Afasta de mim teu encanto
Liberta-me do teu desejo
Minh’alma padece, vivo, canto.
Se olho para ti – me vejo.

Se a vejo, não dá, sorrio
É mágico isso, “não explico”.
Uma unção que dispara arrepio.
Se não disser pra que vá, eu fico.

Se disser pra que eu fique - eu amo.
No íntimo segredo, desejo.
Quanto mais se afasta a chamo.

Quanto mais aproxima – destino.
Se quiser se amada, avisa,
Para que não seja poesia, última.



Marcio Vidal Marinho

domingo, 24 de fevereiro de 2008

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Os meninos são crianças



Os meninos estão crescendo,
estão virando homens,
estão se matando...
matando outros homens.

Os meninos estão crescendo,
estão se perdendo no tempo,
estão se drogando nas ruas...
os meninos estão morrendo.

Os meninos são crianças,
muitos não tiveram infância,
brincam com armas de fogo;
e matam outras crianças.

Os meninos são raivosos,
estão cheios de ódio,
e o pior de tudo;
é saber que são filhos nossos.

Os meninos estão crescendo,
estão se matando aos poucos,
são milhares e milhares...
espalhados por todos os cantos.

Os meninos estão crescendo,
não sabem o que estão fazendo,
vejo muitos no mundo da lua...
vejo muitos meninos morrendo!



FUZZIL 20/02/08

domingo, 17 de fevereiro de 2008

1ª Jornada Zumbi em atenção ao Meio Ambiente


NA FOTO..."FUZZIL, ENILDA E JADER NICOLAU JR"

No dia 18 de novembro de 2007, A Centro Memorial Chico Moleque da Cidade Tiradentes, localizada no Barro Branco II, com parceria com a Sub-Prefeitura da Cidade Tiradentes, Secretaria de Participação e Prefeitura de São Paulo, Associação Comunitária Barro Branco II, AAFESP - Associação de Anemia Falciforme do Estado de São Paulo, realizou um evento para conscientização da importância da preservação do Meio Ambiente da região que é de exuberante natureza.

O evento foi na Praça do Barro Branco, na Cidade Tiradentes e contou com a participação de artistas da região, recreação infantil, esportes coletivos como futebol feminino, infantil e adulto, barracas com comidas, brecho, informativo de saúde.exposição e desenvolvimento da Agenda XXI local, atividades de saúde da população negra, onde foi detectado sintomas de casos de anemia falciforme a serem constatados oficialmente.

As questões da região envolve a inauguração de um ecoponto de coleta de material residual, um parque linear, área onde passa o córrego do Rodeio e será arborizado, discussões de melhoras do saneamento básico da região, e nascentes.

A ONG, fez um um vídeo chamado ÁGUA DE BEBER, que trata das nascente do córrego do Rodeio que nasce com água trasnlúcida, e nas proximidades da praça do evento já esta totalmente poluído devido a esgotos e detritos jogados arbritáriamente.

Esta nascente será no futuro uma área de preservação ambiental em homenagem a comunidade negra, projeto de Walter Hilário da ONG MOCUTI - Movimento Cultural da Tiradentes.

Segundo informações da Sub-prefeitura de Cidade Tiradentes o evento teve um público de cerca de 800 pessoas. O evento trouxe maior proximidade das pessoas com o governo local e maior integração entre os vizinhos.

Foi o primeiro evento deste porte da região com infra-estrutura de banheiro químico, água potável distribuída pela Sabesb, estrutura de som, etc.

PORTAL AFRO

PUNGA


PARA QUEM AINDA NÃO LEU, NÃO PERCA TEMPO " PUNGA " UM LIVRO DE POESIA DE ' ELIZANDRA SOUZA " e " AKINS KINTE ", VEJA A FOTO DA GUERREIRA E DO GUERREIRO NO LANÇAMENTO NA AÇÃO EDUCATIVA.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

HOMENAGEM AOS MALANDROS

www.colecionadordepedras.blogspot.com

ÍNIMIGO ÍNTIMO - Sérgio Vaz
*(baseado em fatos que não aconteceram, mas que poderiam ter acontecido facilmente. De verdade ninguém morreu, ninguém matou, por isso não vale como estatísticas para Segurança Pública)


A Guerreira em questão morava no topo da favela, lá, onde subindo a ladeira mora a noite, e chegava do trabalho lá pelas dez. Um ônibus lotado, mais o que doía mesmo era o trem.
Chegou em casa e o suposto marido, graduado em marginalidade já estava louco de cachimbo, na cidade de Deus onde todos foram esquecidos, o nóia era conhecido como colecionador de pedras.
Um dia já foi trabalhador, mas... Pensamentos vadios é foda.
Elizandra já não suportava mais essa vida, mas não se sabia porque vivia pelo vão da felicidade, enquanto o desgraçado do Ademiro vivia na fortaleza da desilusão. E assim, viviam a vida que ninguém vê.
No sábado, hoje é quinta, ela vai matar o desgraçado, só que ela ainda não sabe, nem ele, por isso seguia sobrevivendo no inferno no seu castelo de madeira noite adentro planejando o assassinato.
Pronto, já é sábado -resolvi cortar a sexta-feira e partir direto para os acontecimentos.
Quando Elizandra chegou, moída do trabalho, encontrou novamente o traste bem louco na cadeira no canto da cozinha.
A casa estava imunda, um quarto de despejo. Foi a gota D´agua.Ela o matou com o tiro bem no meio da cabeça.

Foi assim:

Há alguns dias ela tinha conseguido um revólver emprestado de um admirador, que não via a hora do nóia se mudar do Capão pecado para ele logo se entocar na goma do malandro.
A Guerreira já chegou decidida, o zóio estava pegando fogo, vixe, ela era o próprio manual prático do ódio.
Chegou no barraco às cegas, mas qualquer um podia sentir o rastilho da pólvora que ela trazia no olhar.
Estava ali, de passagem, mas não a passeio, e pensando que cada tridente em seu lugar, ou seja, ela feliz, ele a caminho do inferno.
Já podia vê-lo no cemitério no buraco do terrão, tipo desenho de chão.

Ela o chamou pelo nome:
-Ademiro, vou te dar uma letra.

Ele olhou para ela e para o cano do cano do brinquedo assassino que ela trazia nas mãos.

-Eita porra, que porra é essa?

-Acabou!

Disse mais um monte de coisa e gastou toda sua gramática da ira contra o aspirante a defunto.
Dizem alguns vizinhos que ela deu várias letras, mais ou menos, 85 letras e um disparo.O barraco virou um angu de sangue, deu até no notícias jugulares: “Morre nóia que batia na mulher”.
A vizinha que lia a manchete olhou para o dono da banca e disse:

-A morte desse verme foi um presente para o gueto.

Periferia é periferia em qualquer lugar!
Sérgio Vaz


dados bibliográficos:
Guerreira, O Trem: Alessandro Buzo
Subindo a ladeira mora a noite, Pensamentos vadios, Colecionador de pedras: Sérgio Vaz
Graduado em marginalidade, 85 letras e um disparo, Ademiro: Ademiro Alves, Sacolinha
Cidade de Deus: Paulo Lins
Às cegas: Luiz Alberto Mendes
Vão: Allan da Rosa
Fortaleza da desilusão, Capão pecado, Manual prático do ódio: Ferréz
A vida que ninguém vê: Eliane Brum
Sobrevivendo no inferno: Racionais Mc´s
Castelo de madeira, Brinquedo Assassino: Grupo A Família
Noite adentro : Robson Canto
Elizandra Mjiba
Quarto de despejo: Carolina de jesus
De passagem, mas não a passeio: Dinha
Rastilho da pólvora: Antologia do sarau da Cooperifa
Cada tridente em seu lugar: Cidinha
Desenho de chão: Silvio Diogo
Gramatica da ira: Nelson Maka
Angu de sangue: Marcelino Freire
Notícias jugulares: Duguetto Shabbaz
Um presente para o gueto: Fuzzil
Periferia é periferia em qualquer lugar: GOG

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

A ÚLTIMA CHANCE


Eu queria por um dia pegar o meu melhor livro numa manhã de verão e subir ao alto de uma montanha onde ninguém pudesse me encontrar, e lá ouvir somente o canto dos pássaros, o zumbido dos gafanhotos, as folhas das palmeiras batendo umas nas outras.
Eu queria neste dia deitar sobre o gramado, embaixo da mais bela árvore, e do alto contemplar a beleza dos lagos com suas águas cristalinas que lá embaixo estarão.
Eu queria contemplar a delicadeza das borboletas com suas diversas cores a alegra-me ainda mais nesse dia sonhado.
Eu queria nesta minha manhã de verão, respirar o perfume dos eucaliptos, das rosas coloridas dos campos em que o homem não ousou destruir, e nesse momento somente meu, refletir sobre as bonitas palavras contidas no meu melhor livro. E ao anoitecer, sob a luz de uma noite de verão retornar ao meu lar e sentir que nem tudo o homem consegue dominar e ainda que consiga, resta-me a esperança dele aceitar e valorizar um de seus melhores presentes. Resta-me a esperança do ser humano, o sujeito dessa “quase” ilusão, ao olhar essa beleza transcendente, que é a essência da vida, sinta-se tocado para a restauração e perceba que nem tudo está perdido e que há uma última chance.

(Cristina Rodrigues)
Janeiro/2008

AFRIKA BAMBAATAA


Afrika Bambaataa é o pseudônimo de Kevin Donovan (Bronx, Nova York, 10 de abril de 1960) é um DJ estado-unidense e líder da Zulu Nation, reconhecido como fundador oficial do Hip Hop.

Nasceu e foi criado no Bronx e, quando jovem, fazia parte de uma gangue chamada Black Spades (Espadas Negras, em português), mas viu que as brigas entre as gangues não levariam a lugar nenhum. Muitos dos membros originais da Zulu Nation também faziam parte da Black Spades, que era uma das maiores e mais temidas gangues de Nova York. Bambaataa se utilizou de muitas gravações já existentes de diferentes tipos de música para criar Raps. Usando sons, que iam desde James Brown (o mestre da Soul Music) até o som eletrônico da música “Trans-Europe Express” (da banda européia Kraftwerk), e misturando ao canto falado trazido pelo DJ jamaicano Kool Herc, Bambaataa criou a música “Planet Rock”, que hoje é um clássico. Bambaataa também foi um dos líderes do Movimento Libertem James Brown, criado quando o mestre da Soul Music estava preso e, anos depois, foi o primeiro ‘Hip-Hopper’ a trabalhar com James Brown, gravando “Peace, Love & Unity”. Bambaataa criou as bases para surgimento do Miami Bass, Freestyle, ritmos que infuênciaram o Funk Carioca.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Anastácia


Anastácia por ser muito bonita, terminou sendo, também, sacrificada pela paixão bestial de um dos filhos de um feitor, não sem antes haver resistido bravamente o quanto pôde a tais assédios; depois de ferozmente perseguida e torturada a violência sexual aconteceu. Apesar de toda circunstância adversa, Anastácia não deixou de sustentar a sua costumeira altivez e dignidade, sem jamais permitir que lhe tocassem, o que provocou o ódio dos brancos dominadores, que resolvem castigá-la ainda mais, colocando-lhe no rosto uma máscara de ferro, que só era retirada na hora de se alimentar, suportando este instrumento de supremo suplício por longos anos de sua dolorosa, mas heróica existência. As mulheres e as filhas dos senhores de escravos eram as que mais incentivavam a manutenção de tal máscara, porque morriam de inveja e de ciúmes da beleza da negra . Anastácia, já muito doente e debilitada, é levada para o Rio de Janeiro onde vem a falecer, sendo que seus restos mortais foram sepultados na Igreja do Rosário que, destruída por um incêndio, não se teve como evitar a destruição também dos poucos documento que poderiam nos oferecer melhores e maiores informações referentes à escrava Anastácia " A Santa ", além da imagem que a história ou lenda deixou em volta de seu nome e na sua postura de mártir e heroína, ao mesmo tempo.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

LANÇAMENTO DO LIVRO DO SILVIO DIOGO


Clique no convite para ampliar


CONVOCAÇÃO

Hoje a trupe do poeta
Amigos e caminhantes
Convocam seu alarido
O passo de um dançarino

Convocam sua presença
Estale no meio de nós!
Será sempre de surpresa...
Valença da alma viva

A cidade já chamou
Também ao ninho é chamado
Se apronta pra sair
Prepara um brinco de cores

Pele negra de reunir
Convocar à alforria
Saber para dividir
Com gente merecedora

Errará pelos povoados
Aprenderá pelo corpo
Ao renascer lutará
Rasteira! D’onde é que vem?

Vai zombar com a estatura
De mãos e maxilar
Seus olhos só serão mansos
Na noite da liberdade

Mas a trupe do poeta
Perdida não ficará
Pedra de sonho e caminho
Com axé, há de achar

Silvio Diogo

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Parque Santo Dias



Eis me aqui!
No parque Santo Dias,
Ouvindo o som dos pássaros,
Fitando a paisagem fantástica.

O verde que encanta,
as crianças que balançam,
uma doce lembrança.

Eis me aqui sentado,
vendo o sorriso estampado
no rosto puro do menino.

É lindo o futebol na quadra,
Vôlei,basquete, queimada,
É o povo maravilhoso,
Gente do capão redondo.

E só de pensar que também
Já fui criança...
Em diversas balanças
Balancei alegremente.

Hoje escrevo meus versos,
Relato o que vejo,
Periferia tem o seu lado bom!
Parque Santo dias é o exemplo.

FUZZIL

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

POETISA LÚ SOUZA É HOMENAGIADA



SOPA DE LETRINHAS O SARAU DO VILA TEODORO FAZ HOMENAGEM À LÚ SOUZA, POETISA DA COOPERIFA.

Depois de chorar a dor de ontem
De alma lavada
A saudade pede calma
A tristeza pede pausa
A boca se cala
O coração pára.

Lu Souza

Novo livro do Fuzzil

Um salve aos leitores!

Olha eu aqui de novo dessa vez venho comunicar que em breve estará nas rua o meu mais novo livro intitulado" CATURRA" que sairá pelo selo Elo da Corrente, fiquem no aguardo pois logo logo estará nas ruas de Sampa mais um presente para o gueto, o trampo já está pronto mais lançaremos em 2011.

Um forte abraço de Fuzzil o caturra do gueto.

Espermatozóides


Gandhi
Hitler
Zumbi
Willian Simmons
Che Guevara
ACM
Marilene Felinto
Vera Loyola
Leci Brandão
Sandy
Renato Russo
Júnior
Padre Jaime
Edir Macedo
GOG
KLB
Heloísa Helena
Tiazinha
Lula
Maluf
José Arbex Jr.
Paulo Coelho
Zilda Arns
Hebe
Racionais MC's
Harmonia do Samba
Draúzio Varella
Ivo Pitangui

Meu Deus!
Como os espermatozóides
são contraditórios.

SÉRGIO VAZ

Fuzzil

Ricarda

Ernesto Guevara de la Serna

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Literatura Periférica

A Literatura Periférica é algo que vem crescendo nas periferias e junto com ela nasce novos leitores que não tinham contato com a leitura.
Hoje temos grandes escritores na periferia que não tem espaço para mostrarem seus trabalhos, os espaços existentes são em saraus criados pelos próprios poetas.
A periferia sempre inventou seu próprio lazer e diversão e agora seu próprio acesso ao conhecimento, pois não nos ensinam a pensar nas escolas e pensamos por conta própria, não nos ensinaram a ler e estamos escrevendo livros.
Lugares como Cooperifa, bar do Binho e Casa de Cultura de M'boi Mirim são lugares onde o pensamento crítico está presente e disponível para a comunidade.
Escritores como Ferréz, Sérgio Vaz e Fuzzil são apenas alguns dos muitos que por aqui encontramos.
A literatura Periférica tem seu próprio estilo seu próprio contexto e por isso deve ser vista como uma nova escola literária, pois nada nela se encaixa em alguma outra escola.
Acredito que esse tema deveria ser debatido sempre, não somos apenas poetas, somo poetas perifércos.
Sou estudante de Letras e amante da poesia, morador e poeta da periferia.

MARCIO VITAL

Literatura Periférica

A Literatura Periférica é algo que vem crescendo nas periferias e junto com ela nasce novos leitores que não tinham contato com a leitura.
Hoje temos grandes escritores na periferia que não tem espaço para mostrarem seus trabalhos, os espaços existentes são em saraus criados pelos próprios poetas.
A periferia sempre inventou seu próprio lazer e diversão e agora seu próprio acesso ao conhecimento, pois não nos ensinam a pensar nas escolas e pensamos por conta própria, não nos ensinaram a ler e estamos escrevendo livros.
Lugares como Cooperifa, bar do Binho e Casa de Cultura de M'boi Mirim são lugares onde o pensamento crítico está presente e disponível para a comunidade.
Escritores como Ferréz, Sérgio Vaz e Fuzzil são apenas alguns dos muitos que por aqui encontramos.
A literatura Periférica tem seu próprio estilo seu próprio contexto e por isso deve ser vista como uma nova escola literária, pois nada nela se encaixa em alguma outra escola.
Acredito que esse tema deveria ser debatido sempre, não somos apenas poetas, somo poetas perifércos.
Sou estudante de Letras e amante da poesia, morador e poeta da periferia.

Marcio Vidal Marinho

À um tempo que era bom

Um silêncio profundo me acompanha.
Ah que saudade!
Velho tempo, tempo bom!
Os gritos, as crianças brincando na rua,
As pipas colorindo o céu,
A leve melodia dos pássaros soando nos ouvidos,
A bola caindo no quintal,
Uma voz chamando.
Ah que saudade!
Velho tempo, tempo bom!
As crianças cresceram,
Os pássaros voaram para longe,
As pipas no céu, a chuva desmanchou;
O sorriso do seu Manoel?
A vida apagou.
Ah que saudade!
Velho tempo, tempo bom!
Um silêncio profundo me acompanha!
Mas, em meio a todo silêncio,
Uma bola bateu no meu portão!

Cristina Rodrigues
Agosto/2004

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

BRINCADEIRAS



De criança, pega-pega
Amarelinha, bicicleta
Papagaio, futebol
Estrela nova cela,
Polícia e ladrão
Bolinha de sabão
Cobra cega, pique esconde
Pular corda é muito bom
Jogar taco, bolinha de gude
Rodar pião, passar anel,
Carrinho de rolemã
Barquinho de papel,
Agacha fruta, salada mista
Ciranda cirandinha
O mestre mandou
Roubar bandeira, yoyo
Bibioque, corrida de saco
Queimada, estátua...
Foram tantas as brincadeiras
Que a gente não se esquece,
Criança feliz... feliz a cantar
Joguei os dados para o ar,
A música do sapo
Lembro-me dos palhaços
Atim, Espirro, Bozo e outro mais...
Cantei, dancei, brinquei
Divertir-me a beça,
De criança, pega-pega
Brincadeiras inesquecíveis
Papagaios coloridos...
Versos improvisados
Não sei, se ele morreu...
Mas atirei o pau no gato.

FUZZIL

UM PRESENTE PARA O GUETO


Edições Toró convida pra brasear com a gente o lançamento do livro “Um Presente para o Gueto”, na partilha de encher mais essa laje e ventar pras ladeiras das vistas a fome de encanto, a doçura que agasalha e os fervos e dúvidas que rasgam de leve as estrofes do Fuzzil. A Caixa de Poesia, embalando linhas de escritos e desenhos, pede aos leitores pra colorirem as páginas da simples e límpida versação do Fuzzil, teimoso poeta adubador do Parque Fernanda, parque sem verde, sem folhas, com muita intenção, intensidade e intuição. O livro-caixa de presente é enchuvarado pela arte do South (Estúdio INCA/1dasul) e cirandado pelos prefácios de Akins Kintê e Led.É só chegar:*Noite do 25/07, 21hs, no Sarau da Cooperifa, onde mora o tição, a ciência, o sereno e a gana da Poesia. Rua Bartolomeu dos Santos, 797 – Jd.Guarujá. Tel: 5891-7403*Noite do 30/07, 22hs, no Sarau do Binho, ponte de sabedorias e mulecages. Rua Avelino Lemos Júnior, 60, esquina com a Rua Cel.Souza Ferraz. Tel: 5844-6521

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

É PROIBIDO

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.


Pablo Neruda